Por que tantas empresas sofrem com as Finanças (e como resolver isso)?

Em muitas conversas com fundadores, chega sempre aquele momento em que eles param, riem um pouco e admitem: “Na prática, eu sou o CFO da empresa agora… e não tenho ideia do que estou fazendo.”

Não é surpresa. Nos estágios iniciais, o foco vai quase sempre para produto, vendas e crescimento. Mas o resultado é que muitas startups chegam a um ponto crítico em que a gestão financeira deixa de ser apenas um incômodo e passa a ser um risco real.

Depois de analisar dezenas de conversas com fundadores e times de liderança, percebemos os mesmos problemas surgindo repetidamente. Os detalhes variam, mas a história é clara: a maioria não tem clareza financeira e acaba operando às cegas.

Aqui estão os principais desafios que encontramos — e porque eles importam.

1. Função Financeira Fraca ou Inexistente

Na maioria das empresas em estágio inicial, o “time financeiro” costuma ser:

  • O próprio fundador/CEO, preso a planilhas durante a madrugada
  • Um gerente de operações que herdou a função
  • Um contador externo que garante a conformidade, mas agrega pouco valor estratégico

O resultado? Processos frágeis, erros frequentes e falta de visão de futuro. Isso gera riscos operacionais e grandes pontos cegos nas decisões de negócio.

2. Relatórios Inconfiáveis ou que Simplesmente Não Existem

Um dos problemas mais recorrentes: os números não são confiáveis.

Casos comuns incluem:

  • Relatórios mensais que chegam com semanas de atraso (ou nunca chegam)
  • Relatórios com ajustes sem fim

Sem dados confiáveis, os líderes acabam decidindo no “feeling”. Isso pode até funcionar para produto ou contratação, mas quando o assunto é caixa, margens e runway, é uma aposta perigosa.

3. Orçamento, Projeções e Disciplina de Caixa

Muitas empresas ainda “gerenciam o caixa” olhando apenas o saldo bancário.

Vimos fundadores que achavam ter o dobro do tempo até terem problemas (mas eles chegaram antes). Outros sem orçamento por área, ou projeções que só funcionavam nos primeiros meses.

Essas falhas rapidamente se tornam questões de sobrevivência — especialmente quando clientes atrasam pagamentos ou o mercado aperta.

4. Sistemas Manuais e Ineficientes

Outro padrão que apareceu em quase todas as conversas: processos financeiros improvisados.

  • Planilhas para absolutamente tudo
  • Ferramentas mal configuradas
  • Dados sendo copiados manualmente entre CRM, cobrança e contabilidade

Isso não é apenas ineficiente. Gera erros, desperdiça horas e prende o fundador no “modo bombeiro”, apagando incêndios em vez de construir o negócio.

5. Cobrança e Inadimplência

Vários fundadores relataram acúmulo de pagamentos atrasados ou dívidas incobráveis.

Além de desgastante, isso ameaça diretamente a sobrevivência da empresa. Quando as cobranças são inconsistentes e não há visibilidade de quando as vendas realmente viram caixa, a liquidez fica instável. E caixa é oxigênio para qualquer empresa.

O Quadro Maior

Todos esses problemas têm a mesma raiz: finanças vistas apenas como burocracia, não como motor estratégico.

Esse mindset leva a relatórios reativos, processos manuais e decisões críticas sem clareza. É por isso que tantos fundadores descrevem a experiência como “voar às cegas”.

As empresas que prosperam fazem o oposto:

  • Constroem disciplina financeira cedo
  • Criam processos e sistemas robustos
  • Geram clareza sobre caixa, lucratividade e crescimento

Não é glamoroso. Mas é o que separa empresas no controle de empresas constantemente surpreendidas.

Conclusão

Empresas não quebram porque seus fundadores não trabalham o suficiente. Elas quebram porque perdem clareza — e depois perdem caixa.

A boa notícia? Todos esses problemas têm solução. Com os sistemas certos, orientação proativa e uma função financeira que cresce junto com a empresa, os fundadores deixam de se preocupar com sobrevivência e passam a focar em construir.

Na Horizon, já ajudamos muitas empresas a fazerem essa virada. Nosso objetivo é simples: ajudar você a enxergar com clareza, decidir com confiança e crescer de forma sustentável.

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